segunda-feira, 11 de maio de 2020

Qual o problema de darem o caneco ao FC Porto?

Cara

Bom dia,
Este é o seu Expresso Curto desta segunda-feira, 11 de Abril, a meio do primeiro período de desconfinamento, iniciado na última semana, e que nos próximos dias será avaliado, de forma a sabermos como e de que forma (e se) entramos no segundo período do mais bizarro regresso à normalidade de que há memória nas nossas vidas.

Há uns dias, dizia que já estava a ficar com saudades de ver futebol, embora tenha saudades zero das polémicas e quezílias e questiúnculas que tantas vezes rodeiam o desporto-rei por cá. Mas eu, seguramente como milhões de portugueses, querem voltar a ver a bola rolar.

Nas últimas semanas ficámos a saber que a ideia era que o campeonato voltasse logo no último fim de semana de maio, para que a dezena de jornadas restantes possam ser cumpridas, e assim ser encontrado um campeão.

E estávamos assim. Estávamos.

Primeiro foi a notícia de que havia vários jogadores testaram positivo na Alemanha. Logo pensei: e cá, vai acontecer o mesmo? Pois nos últimos dias as notícias não são encorajadoras, com casos confirmados no Famalicão, no Guimarães, no Moreirense e no Benfica.

E os árbitros têm previsto para hoje o regresso aos treinos.

A Direcção Geral de Saúde também já elaborou o plano, detalhado de 14 pontos, para a reabertura do futebol, com regras para os clubes e jogadores. E Graça Freitas deixou o alerta de que a situação pode mudar, se os casos se multiplicarem.

Se as coisas continuarem assim, dificilmente todos poderão continuar a assobiar para o lado.

Rui Santos já veio insurgir-se contra a voracidade em ver terminado o campeonato, sem que estejam garantidas todas as condições de segurança (neste caso para os participantes, já que adeptos sabemos que não existiriam em qualquer caso).

Tendo a concordar. Ainda precisamos de mais dados e mais informações. Mas talvez seja altura de se pensar a sério se faz mesmo sentido os jogadores dos clubes na primeira divisão estarem a treinar e a prepararem o regresso à competição, com colegas a continuar a testar positivo.

Como fazer então? Francamente só sei que não tenho certezas sobre o assunto. Mas já me chocou mais a adopção de uma solução como em França, em que o campeão foi decretado administrativamente. Era o clube que ia à frente quando tudo parou. Se for o caso, que se faça o mesmo em Portugal. Não me choca nada. Dêem a taça ao FC Porto.

Costumamos achar que o futebol é muito importante. Como já todos constatámos ao longo destes mais de dois meses, o futebol na verdade não tem importância nenhuma quando se trata de coisas que verdadeiramente são importantes.




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